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sábado, 13 de novembro de 2010

Delicadezas



Verde...muito verde é o matiz que caracteriza as paisagens destes dias aqui.
Abraçada por beleza e delicadeza passo as horas, passa o vento, não passa o frio,logo, sugiro bem estar. Bem estar acompanhada por seres de luz que pouco a pouco me amparam a não parar. Risadas, silencios, latidos, risadas, silencios, instintos...ação! Uma ação delicada e cheia de funçao. Um colorido nascido, meu renascer...agradeço. Agradeço a toda delicadeza do mundo e em especial a que habita meu redor! Obrigada por estas oportunidades universo, obrigada!

Observação Direta do Dia:Não posso deixar de dizer e agora sem subjetividades que hoje conheci a forma viva da delicadeza, conheci Princesa, modo como a chamei, uma cadelinha mini mini fofa que está a espera de um dono específico e equanto ele não chega, fiz a ela companhia.
Um deleite a pequena, confesso ter ficado encantada. Ela me fez ver pequenezas apagadas em outrora. PRincesa que ainda nem tem nome de verdade não vai talvez jamais se lembrar de mim mas eu certamente nunca mais a terei longe de meu coração!

Dedico este post a MIlene LInares que vira e mexe me proporciona encontros comigo mesma me ajudando a descobrir cada vez mais de verdade quem eu sou! Obrigada Mi, de todo coração colorido que eu tenho!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Estranhezas



Os tempos estão de estranhezas. Assim como o sol nos últimos dias some de repente e dá lugar a um cinza mórbido e a um gelado vazio, tem acontecido em meus dias de modo elástico... ainda bem. Óbvio que prefiro os momentos de doçura do céu azul que trazem calor e bons ares. Nada contra o frio, mas em demazia alastra um espaço quase desanimador. O lado bom de tudo isso é que nesta estância do entristecer mora a eminência, pois ninguém quer ficar triste, oras...e, é nesta eminência que muito pode surgir. Nela mora o sonho, nela reside a fé. Aquela que não enxergamos nem podemos tocar, mas que tem força suficuente para acordar nosso coração. Ela, esta tal de tamanho incomensurável e forma a se imaginar é a responsável pela sequencia positiva de fatos a acontecerem em nossos dias.
Quando o frio chega, acreditar com muita força no calor é o que poderá aquecer.
Ando assim, acreditando com muita força no calor para ver se o céu azul se estabelece constante como background feliz dos meus dias...


"Somos feitos da mesma matéria dos nossos sonhos"
Shakespeare

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Estou, sim, a viver...



...o silêncio agrada e comporta
as vezes afronta e muitas conforta...

Para mim, foi aqui que tudo começou. Sozinha, mas recheada, as palavras vieram vindo como que quase indo e chegando para cá, chegando por aqui, chegando pra ficar, estacionadas modo planta para você ler. O a mais de tudo aqui é que por traz delas há um algo em parte, a parte ou a partir... há o que costumamos chamar de coração. Aquele que bate e avisa que algo vai sair ou chegar, avisa os porques e apesar de poder doer muito, muito mais faz sorrir, faz alguma coisa arrepiar, faz digerir. Cega e surda mas confere confiar de jeito que com ele quase tudo se faz passar, se verdadeiro...o danado não se engana. Tanto é que a pouco, após um dia extenso de alegrias ínfantis, em um lugar onde a sensação é de que quase tudo pode acontecer, ouvi um conto de Mia Couto enquanto aguardava solta um chegar de papéis e ao encontrar outro, não mais ali, agora aqui, um banho doce salgado aportou meus olhos. O Menino Que Fazia Versos, esta foi a história que encontrei por assim dizer e que conta sobre o filho de um mecânico que a sofrer poderia estar, e, por isso, sua mãe leva-o a pedido do pai ao médico para que ele descubra porque o menino apenas e só, não para de escrever. Um trecho diz:

"- Dói-te alguma coisa ?
- Dói-me a vida, doutor.
- E o que fazes quando te assaltam essas dores ?
- O que melhor sei fazer, excelência, é sonhar...
...- Isto que faço não é escrever, doutor.
Estou, sim, a viver."


Sonhar era o que o pai do menino havia recomendado a ele não fazer, na verdade recomendou-lhe sonhar longe já que o próprio teria receio de sonhos. Porém o sonho levava o menino a escrever e escrever para ele era viver. Fatos simples e indissossiáveis.
O conto alerta que isso seja um distúrbio, aos olhos dos pais, mas, aos olhos do menino palavreiro estaria ele mais e mais a viver a cada nova palavra, a cada novo verso movido por um sonho. Confesso...molhei os olhos porque me vi nas entrelinhas. O sonho também é o que me move e isso é de amedrontar qualquer pai onde nele inteiro possa pulsar um coração.

Pai, obrigada por me permitir sonhar ainda que esta escolha lhe tire o sono!
Te amo mais e mais a cada dia, por sua escondida e delicada ousadia de ser quem é,simples e direto ou indireto assim, nos protegendo e defendendo a cada instante do mundo cinza que a cada dia tento pouco a pouco colorir!

Juliana Carvalho Carnascial

Assim nascida... JulliPop

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Inauguração



Por viver muitos anos dentro do mato
moda ave
O menino pegou um olhar de pássaro —
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava as coisas
por igual
como os pássaros enxergam.
As coisas todas inominadas.
Água não era ainda a palavra água.
Pedra não era ainda a palavra pedra.
E tal.
As palavras eram livres de gramáticas e
podiam ficar em qualquer posição.
Por forma que o menino podia inaugurar.
Podia dar às pedras costumes de flor.Manoel de Barros . Poemas Rupestres


Inauguração, Ato de inaugurar. Início de exercício, introdução do uso de alguma coisa...VEnho após tanto tempo para inaugurar o melhor uso de meus dias junto a mais deliciosa estação do ano: a Primavera! Simples e bela como as palavras descomprometidas de Manoel de Barros, vindas para fazer valer mais e mais os dias. Dias estes que ultimamente encheram minha vida de surpresas, como em breve as muitas flores e possíveis borboletas irão nos preencher as vistas. PReencher de um êxtase incomensurável e sutil, uma sensação extra material arrebatadora para quem não estiver doente dos olhos, como diria Fernando Pessoa.
Inacreditavelmente, nos convida a dar, muito mais do que receber esta tal de Primavera. E dar,colaborar, nos alivia e subverte, colaborar descontrói, desabrocha, como o espetáculo que veremos ao seguir dos dias se a natureza nos permitir, é claro. Saber que não somos pedra, e sim muito mais terra me alivia sempre. Saber que somos moldáveis, maleáveis, maturados quando enfrentamos o medo, o frio. Somos o que quisermos ser...lírios ou rosas, tulipas ou margaridas, sempre leves e lindas de preferência a certo suave calor. Entre lágrimas e sorrisos, ausÊncias e presenças, medos e sonhos, desafios e soluções, vou devagar e serenamente em um Dristhi que purifica e estabiliza o funcionamento da mente" ( "Ashtanga Yoga")...vou feliz, como os jardins da primavera, ao canto dos pássaros sempre revigorante a toda manhã ou entardecer...(confesso, adoro as tardes em que eles cantam loucamente por aqui em meu jardim).
HOje, aproximadamente 9 meses de uma nova vida - mais livre - posso dizer que junto a Primavera acontece também, de certa forma, minha inauguração! Algo se inicia aqui dentro de mim, é uma festa, e por este evento agradeço a Deus, a meus protetores espirituais, agradeço a minha família, ao universo, aos meus amigos (os presentes e os ausentes, agradeço as crianças, todas que já passaram por minha vida, agradeço a música, a palavra, agradeço a oportunidade e especialmente a coragem, a qual sem ela, não conseguiríamos fazer valer sentido algum em nossa estadia por aqui! Valeu...

Dedico este Post a Paula Carnasciali e sua inauguração por vir, a Carol Carvalho (que me mata se não colocar o nome dela aqui...brincadeira, ela também está em inauguração), a Tatá Muniz, meu parceiro de todas as horas, gargalhadas, puns, distrações e ilusões que fazem nossos dias serem cada vez mais especiais e deliciosos no aguardo das novidades, também a Paulo NEtho meu muso inspirador de atitude poética perante a vida e...ah! Não posso esquecer de dedicar também estas palavras a Patricia Cintra (e toda equipe da Eduque nova escola), uma pessoa que me fez um convite, que a princípio hesitei em aceitar, mas que, abracei e tem me feito ainda mais feliz!!!

domingo, 29 de agosto de 2010

Vá Dormir



Eles estão aqui em minha face e me alertam de algo. Talvez simplesmente digam "vá dormir" mas, e se por ventura estiverem querendo dizer algo mais? Eles vibram, chovem em minimalezas, eles sorriem e gritam. Ardem...a verdade é que eles ardem em uma espécie de rock pesado cantando algo para mim. Há alguns dias a experiência se repete e devo estar em modo cego porque, ainda não entendi!
HOje e só hoje resolvi pingar colírios...ainda não resolveu. O que preciso compreender? Enquanto não descubro, escolho ir dormir, assim dou dou saudoso descando a eles e a mim!!!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Momentos Elásticos



Momentos elásticos tem surgido em minha vida...com eles surpresas, possibilidades antes não viáveis, agora presentes. Ao vivo e vivas! Conexões cotidianas acontecem e eu brindo com sorrisos as vindas...são boas vindas e o resto, o nome já diz, é resto, não deve preocupar! Enquanto isso, observemos a natureza...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

De repente...


De repente é bom falar como anda tudo aqui...há seis meses aproximadamente tenho uma nova vida e só agora posso dizer que estou melhor adaptada a todo o novo contexto. LIVRE Livre Arbítrio!Confesso que a cultura - aquilo que cultivamos - por vezes nos faz bem e por vezes nos faz mal, pois há o que cultivamos por delícia e o que cultivamos por horror, horror que colocaram em nós ao decorrer dos tempos ou a delícia que fizeram algo nos parecer. Assim e bem assim, devagar e sempre vamos adiante impregnados destas miudezas que as vezes transbordam por vir...
...acordei em um dia ensolarado como hoje, com nuvens de se observar e ar de se sentir e percebi que me sinto mais leve e destemida do que consta nos autos da sociedade. POsso ter meu tempo, meus próprios olhos de ver o mundo, meu próprio jeito de organizar um quebra cabeças, meu próprio jeito de viver. De ver ou verter problemas e soluções, meu jeito de sonhar. Posso andar um passo de cada vez se eu quiser, não preciso correr no melhor estilo Forrest Gump o tempo todo. Nem eu, nem você, nem ninguém. Daqui, afinal, o que se leva é o que vai no peito, bem lá no fundo, tudo aquilo que nos arrepia e nos faz sorrir, nos dá alegria de viver, NOS CONECTA COM TODO O UNIVERSO, e, normalmente, isso não vem em matéria, embora muitos acreditem que sim, ela, inclusive, muitas vezes nos aproxime destes momentos, outras vezes nos distancia E SÓ...