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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Vamos brincar com o tempo?



Estou cá eu na casa dos meus pais a ouvir a chuva e pesquisar arquivos antigos criados por mim neste computador e acabei por descobrir preciosos trabalhos...vi meu processo de apredizagem dentro do bichinho de silício e sorri! Abaixo partde de minha descoberta...algo que estava pensando em 2005...Sobre o famoso TEMPO!

Somos um tempo frente, um tempo agora, um tempo que que por pressa cessa, prorroga. Coloca lado a lado valores prá se ter e desgruda do indivíduo o que faz dele ele mesmo ser. O engloba num todo, que lindo! Que nada...desfaz importância de sorriso, indício de estímulo de corpo e corpo pra quê? Corpo é presença, é sentença, é espaço. Corpo é conversa, sentido, toque, ato. Corpo é rasgo é grito é fato, corpo é caminho de sensação, aquele que o tal tempo frente, pouco a pouco, nos faz perder, nos escondendo de nós mesmos para que nenhum barulho vivo se possa tecer.
Não corpo? Não fluxo. Não criação...sem a fruição a idéia não gesta, não há filho, nem questão. Só avenida de vontade em noites espaças de tesão coletivo onde o corpo pelo encosto da palavra gera sentido e faz vontade de acontecer. Sentadas em escuta por Gisa, nos invadem pensamentos de Lygia, Clarisse, Deleuze, fazendo desenhos internos por vezes marcados a se ver. No rosto o medo e uma vontade que ultrapassa o corpo e faz alarde, sempre surgindo uma teia de questão. Dentre elas como ser “eus”e viver-ensinar“estados de arte, no modo de ser contemporâneo contraditório que avança e atrasa quando sustenta “fôrmas”para educar“povos”? Como não sermos engolidos pelo bicho-fada que nos dá a voz e em seguida cala nos dando regras de saber? Como experimentar a arte educação no instiuído? Como provocar e sustentar fluxos de invenção em uma geração que almoça e janta tv? Como?

...Neste instante meu corpo pulsa e dialoga comigo. Me conta um segredo de se saber...ele diz que a graça desta história é o desafio. O fazer acontecer...lidar com o fluxo é complexo e contagioso. Vamos brincar com o tempo...

de 01 de junho de 2005 para 11 de janeiro de 2011
Acredito que o tempo virou massinha em minhas mãos!!!!

Agora está bem mais divertido!!!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Depois da chuva...



Ar fresco, refrescantes visões, delicada é a imagem que aparece ali, depois da chuva.
Exatamente depois da chuva quando as surpresas acontecem, quando já podemos sair, quando as flores agradecem e os frutos podem vir, ainda que verdes, vertendo mar de novidade em sua respiração, sim, assim é a sensação de bem estar para recomeçar...

Desejo a todos que passarem ou passaram por aqui um 2011 especial, repleto de depois da chuva! Repleto de novidade! Luz a todos vocês!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Poptchuras: Rotina "Arrotinada"

Poptchuras: Rotina "Arrotinada"

Rotina "Arrotinada"



A garganta está seca e os olhos ardento mas o coração bate mais que acordado de alegria nesta madrugada, na qual eu já deveria estar dormindo de velha pois tenho que acordar cedo amanhã, ou hoje...para pintar o dia todo e cantar de noite!qUEM DIRIA...
Esta rotina "arrotinada" me traz uma felicidade infinita independente dos apertos pré supostos já passantes que ela possa acarretar. Nunca um ano pareceu tanto muito mais que apenas um. Aprender a andar é difícil, absurdamente delicioso e de certa forma lento, mas gratificante. Depois que aprendemos a dar novos passos com segurança, com parceiros e muito amor, a sensação passa a ser como andar de bicicleta e até tirar os pés e mãos sem cair... pode ser mágico de modo verdadeiro!
Andar de bicicleta sem cair!!! Assim me sinto agora.
O vento bate em minha face delicada e sorri gritando "Vai mulher, vai sem medo de ser feliz. Vai que em cada segundo cabe um mundo e você pode estar lá e aqui...vai vai mulher, você não vai mais cair!"
Deus tem habitado de modo intenso meu coração...fico cercada de boas luzes e anjos protetores da terra e do céu.
Agradeço...agradeço a cada segundo desta estada, por ter a alma colorida e por poder colorir!Com palavras, com tintas, com canções...

Conheça um pouco desta aventura no Bazar da Carol
online ou ao vivo...apareçam e venham metaforicamente andar de biblicleta com a gente!

sábado, 13 de novembro de 2010

Delicadezas



Verde...muito verde é o matiz que caracteriza as paisagens destes dias aqui.
Abraçada por beleza e delicadeza passo as horas, passa o vento, não passa o frio,logo, sugiro bem estar. Bem estar acompanhada por seres de luz que pouco a pouco me amparam a não parar. Risadas, silencios, latidos, risadas, silencios, instintos...ação! Uma ação delicada e cheia de funçao. Um colorido nascido, meu renascer...agradeço. Agradeço a toda delicadeza do mundo e em especial a que habita meu redor! Obrigada por estas oportunidades universo, obrigada!

Observação Direta do Dia:Não posso deixar de dizer e agora sem subjetividades que hoje conheci a forma viva da delicadeza, conheci Princesa, modo como a chamei, uma cadelinha mini mini fofa que está a espera de um dono específico e equanto ele não chega, fiz a ela companhia.
Um deleite a pequena, confesso ter ficado encantada. Ela me fez ver pequenezas apagadas em outrora. PRincesa que ainda nem tem nome de verdade não vai talvez jamais se lembrar de mim mas eu certamente nunca mais a terei longe de meu coração!

Dedico este post a MIlene LInares que vira e mexe me proporciona encontros comigo mesma me ajudando a descobrir cada vez mais de verdade quem eu sou! Obrigada Mi, de todo coração colorido que eu tenho!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Estranhezas



Os tempos estão de estranhezas. Assim como o sol nos últimos dias some de repente e dá lugar a um cinza mórbido e a um gelado vazio, tem acontecido em meus dias de modo elástico... ainda bem. Óbvio que prefiro os momentos de doçura do céu azul que trazem calor e bons ares. Nada contra o frio, mas em demazia alastra um espaço quase desanimador. O lado bom de tudo isso é que nesta estância do entristecer mora a eminência, pois ninguém quer ficar triste, oras...e, é nesta eminência que muito pode surgir. Nela mora o sonho, nela reside a fé. Aquela que não enxergamos nem podemos tocar, mas que tem força suficuente para acordar nosso coração. Ela, esta tal de tamanho incomensurável e forma a se imaginar é a responsável pela sequencia positiva de fatos a acontecerem em nossos dias.
Quando o frio chega, acreditar com muita força no calor é o que poderá aquecer.
Ando assim, acreditando com muita força no calor para ver se o céu azul se estabelece constante como background feliz dos meus dias...


"Somos feitos da mesma matéria dos nossos sonhos"
Shakespeare

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Estou, sim, a viver...



...o silêncio agrada e comporta
as vezes afronta e muitas conforta...

Para mim, foi aqui que tudo começou. Sozinha, mas recheada, as palavras vieram vindo como que quase indo e chegando para cá, chegando por aqui, chegando pra ficar, estacionadas modo planta para você ler. O a mais de tudo aqui é que por traz delas há um algo em parte, a parte ou a partir... há o que costumamos chamar de coração. Aquele que bate e avisa que algo vai sair ou chegar, avisa os porques e apesar de poder doer muito, muito mais faz sorrir, faz alguma coisa arrepiar, faz digerir. Cega e surda mas confere confiar de jeito que com ele quase tudo se faz passar, se verdadeiro...o danado não se engana. Tanto é que a pouco, após um dia extenso de alegrias ínfantis, em um lugar onde a sensação é de que quase tudo pode acontecer, ouvi um conto de Mia Couto enquanto aguardava solta um chegar de papéis e ao encontrar outro, não mais ali, agora aqui, um banho doce salgado aportou meus olhos. O Menino Que Fazia Versos, esta foi a história que encontrei por assim dizer e que conta sobre o filho de um mecânico que a sofrer poderia estar, e, por isso, sua mãe leva-o a pedido do pai ao médico para que ele descubra porque o menino apenas e só, não para de escrever. Um trecho diz:

"- Dói-te alguma coisa ?
- Dói-me a vida, doutor.
- E o que fazes quando te assaltam essas dores ?
- O que melhor sei fazer, excelência, é sonhar...
...- Isto que faço não é escrever, doutor.
Estou, sim, a viver."


Sonhar era o que o pai do menino havia recomendado a ele não fazer, na verdade recomendou-lhe sonhar longe já que o próprio teria receio de sonhos. Porém o sonho levava o menino a escrever e escrever para ele era viver. Fatos simples e indissossiáveis.
O conto alerta que isso seja um distúrbio, aos olhos dos pais, mas, aos olhos do menino palavreiro estaria ele mais e mais a viver a cada nova palavra, a cada novo verso movido por um sonho. Confesso...molhei os olhos porque me vi nas entrelinhas. O sonho também é o que me move e isso é de amedrontar qualquer pai onde nele inteiro possa pulsar um coração.

Pai, obrigada por me permitir sonhar ainda que esta escolha lhe tire o sono!
Te amo mais e mais a cada dia, por sua escondida e delicada ousadia de ser quem é,simples e direto ou indireto assim, nos protegendo e defendendo a cada instante do mundo cinza que a cada dia tento pouco a pouco colorir!

Juliana Carvalho Carnascial

Assim nascida... JulliPop